Eu considero a falta de fiscalização o primeiro maior problema no que se refere a NR-13. Isso faz com que muitas indústrias que possuem um grande número de vasos de pressão que são considerados equipamentos de alto risco, não busquem a sua devida adequação, ou enquadramento. Em alguns casos, a ausência de fiscalização é real, e sem dúvidas, por estarmos tratando de equipamentos de alto risco, a falta de fiscalização e manutenção é um problema extremamente grave.
Como já mencionei aqui no blog, infelizmente alguns profissionais realizam a fiscalização sem ética, seja uma troca de favores com o responsável pelos equipamentos, uma maneira de gastar menos recursos financeiros com a manutenção dos mesmos, uma “vista grossa” em algum pequeno detalhe, enfim, todos esses são erros que, de uma maneira ou outra, prejudicam demais todos os envolvidos. Prejudicados, o profissional perde credibilidade, podendo até responder criminalmente pelos seus atos, o responsável pelo equipamento gasta uma quantia maior reparando o dano do que realizando a manutenção, e o operador do equipamento está em uma situação de alto risco, podendo ser a vítima de um acidente fatal.
A falta de entendimento da norma pode ser caracterizada como outro grande problema. Muitas vezes o responsável pela indústria não compreende a NR-13, como uma norma que garante a segurança e a integridade, mas sim uma norma trabalhista que beneficia os funcionários, o que não é verdade. Conhecendo os princípios básicos da NR-13, o proprietário da indústria se sente mais seguro com relação a segurança e a integridade de seus equipamentos e claro de seus operadores. A presença de um bom profissional habilitado, garante um bom funcionamento da indústria como um todo, beneficiando todo o processo produtivo. É interessante lembrar que atualmente o governo gasta bilhões de reais apenas com acidentes de trabalho, ou seja, quando se entende que a NR-13 foi feita para ajudar, menos problemas acontecem.
O profissional que não compreendeu totalmente o propósito da NR-13 também pode ser o responsável por problemas graves. Por falta de profissionalismo, muitas vezes o profissional habilitado não extrai 100% da sua capacidade para garantir a integridade e a segurança dos itens fiscalizados. Não fazer relatórios bem elaborados, liberam caldeiras e vasos de pressão sem prontuário, coisa que não faz sentido, pois desta forma além de não ter um relatório conclusivo não se tem como monitorar a vida útil do equipamento e além disso tudo não fiscalizar os equipamentos de acordo com a periodicidade correta para cada item, entre outros erros que podem vir a custar caro.